E Neymar ‘venceu’ a batalha….

Dorival Junior não é mais técnico do Santos. Em reunião na noite desta terça feira, a diretoria santista alegou insubordinação e demitiu o treinador que comandou a equipe que encantou o Brasil no primeiro semestre. Venceu a marra, a arrogância e o salto alto de Neymar. Ponto pra ele. E muitos pontos pro Dorival.

Dorival sai do Santos de cabeça erguida. Sai demitido, mas sem deixar de acreditar nos seus princípios, que deveriam ser regra entre os técnicos de futebol. Foi desrespeitado em rede nacional e tratou Neymar, uma das maiores estrelas hoje no Brasil, como trataria qualquer outro jogador. Se o atleta errou, tem que pagar, independente do status ou do talento. E Dorival se arriscou, sabendo do risco que corria de ficar desempregado, em troca de não perder o comando do restante do grupo. Foi homem, bateu de frente com a diretoria e bancou o que disse. Foi mandado embora, mas saiu do Santos mais valorizado do que chegou. Fez um excelente trabalho, como já havia feito anteriormente pelas equipes que passou. Mas foi além ao tentar colocar a maior jóia do nosso futebol nos trilhos. Palmas pra você, Dorival. Ganhou o meu respeito e o de milhões de brasileiros.

Já ao Neymar, cada vez tenho mais desprezo pela pessoa que é. Aos 18 anos, sem ter ganho nada na vida ainda, se acha muito mais do que realmente é. Chego a ter pena, pois esse pode ser o início do fim de uma carreira que tem tudo pra ser brilhante pelo talento que tem o rapaz. Deveria se espalhar em grandes ídolos que são referência em humildade, como Roberto Carlos do Corinthians, que já ganhou tudo que poderia – tanto em termos de títulos quanto de dinheiro – e continua esbanjando simpatia. O que vem acontecendo nos gramados em que o Santos pisa é lamentável. E um time que vinha ganhando a simpatia por onde passava, começa a despertar um sentimento de raiva pelo Brasil afora.

Há cerca de dois meses, escrevi um post sobre esse jovem jogador, já criticando algumas de suas atitudes. E parece que, conforme o tempo passa, as coisas só pioram. Após o episódio da última quarta, que desencadeou toda essa polêmica, Renê Simões, técnico do Atlético-GO definiu bem o que pode vir pela frente. Num tom sereno, afirmou que ‘estão criando um monstro’ ao permitirem tamanha liberdade a Neymar. Não é porque ele é um jogador muito acima da média que também é alguém superior a qualquer outro ser humano. Infelizmente, a demissão de Dorival Junior só vem reforçar o que disse Renê. Se com comando o jovem já passou dos limites, imaginem o que não vem pela frente agora que ele percebeu que é o dono do time!

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Abraços!

Mata-mata é fundamental! (Reedição)

Este foi o primeiro texto que fiz pro blog e até hoje continua sendo um dos mais lidos. Por isso, vou reeditar para que quem ainda não leu possa ler, aproveitando essa pausa que estou sendo obrigado a dar aqui ultimamente. Divirtam-se!

Que me desculpem os defensores dos pontos corridos, mas o mata-mata é fundamental!

Brasileiro tem a velha mania de criticar insistentemente tudo que é nacional e endeusar aquilo que vem de fora. E, em se tratando desse esporte, isso deveria ser crime. Afinal, quem é o país do futebol? Nós ou eles? Quem é que joga – ou pelo menos jogou ao longo da história – um futebol bonito, vistoso, pra frente? Quem é que revela tantos craques para o esporte mais popular do mundo como o Brasil? Pois é, ninguém! E mesmo assim insistem em imitar os europeus, quando o contrário é que deveria ser a realidade.

O brasileiro é cego, facilmente levado pela opinião alheia. Não consegue enxergar o quão bem nos faz um jogo eliminatório, o quanto isso mexe com a gente. O maior exemplo disso é o são paulino como este que vos escreve. Desafio algum torcedor a me dizer que sofreu, chorou e comemorou como nunca qualquer uma das 3 últimas conquistas do Brasileiro. A resposta será não. E isso se deve principalmente à ausência do medo. Do temor de ser eliminado, de tomar um gol no final, de ter que correr atrás do resultado contra outra grande equipe porque é aquele jogo que vale. Ali, naquele e somente naquele instante, onde a técnica prevalece sobre o planejamento, o elenco e todas as outras baboseiras que ouvimos tanto nos dias de hoje, é que que se vive a emoção do futebol. Como diz um outro blogueiro – e eu concordo com ele -, o campeão tem que ganhar do vice e não do 17º colocado com o time reserva e desmotivado. Tem que ganhar do melhor, do rival, do adversário que valorize a sua vitória. É disso que brasileiro gosta, mas infelizmente nao percebe.

O maior exemplo ocorreu há poucos dias. Há quanto tempo não tínhamos uma sequência de jogos eliminatórios tão fantástica como a que estamos tendo ultimamente? A emoção que Corinthians x Flamengo, São Paulo x Cruzeiro, Santos x Grêmio e agora Internacional x São Paulo vem causando nos mostra o quanto sentimos falta de confrontos que realmente valem alguma coisa. Voltando à pergunta feita ao torcedor são paulino, gostaria de alterar uma parte dela pra que respondam novamente: no jogo contra o Universitário do Peru pela Libertadores desse ano, você sofreu, vibrou? Você santista, no épico jogo contra o Grêmio pela Copa do Brasil, comemorou até não poder mais, vibrou ou simplesmente desligou a tv após o jogo e foi dormir?  Pois foi isso o que aconteceu com a grande maioria dos campeões por pontos corridos, o campeonato conta gotas, aquele que você ganha rodada a rodada e todos os jogos tem o mesmo peso. Ele tirou o tesão do torcedor em esperar a semana toda por um jogo decisivo, tirou a insônia da véspera da partida. Enfim, tirou a essência do futebol brasileiro.

Muitos podem argumentar que os pontos corridos representam justiça. Concordo e jamais vou dizer o contrário. Porém, desde que eu acompanho esse esporte, jamais futebol e justiça caminharam lado a lado. É exatamente esse o ponto que o torna apaixonante e diferente dos demais. E é uma pena que pouquíssimos consigam enxergar….

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Abraços…

Mundial com asterisco?

Depois de longos 6 meses de espera, Inter x Chivas começaram a decidir a grande final da Taça Libertadores da América. Jogando um futebol de gente grande, o Colorado venceu por 2×1 lá no México e agora joga por um empate no Gigante da Beira Rio. Vale lembrar que o time mexicano só está nessa final graças ao surto da gripe suina em 2009, que fez com que a equipe ganhasse uma vaga na edição deste ano do torneio.

Deixando o jogo de lado, a questão que eu quero tratar é a respeito da classificação do Inter para o Mundial de Clubes, independente da conquista do título na próxima semana. Isso se dá em função da vaga da Libertadores ser destinada a um país da América do Sul e o Chivas não tem esse pré-requisito.  Se o Inter for campeão, ótimo. Todo esse burburinho se cala e os gaúchos disputarão o Mundial pelos próprios méritos. Agora se perder, será o primeiro representante a disputar o torneio de verdade sem ter conquistado seu continente e toda a discussão em torno do tema virá à tona. Nem preciso comentar o quão lamentável eu acho essa situação. Agora eu pergunto: pra que deixar chegar a este ponto? Pra quem não sabe o motivo disso tudo, vou explicar em detalhes. 
Ao longo dos anos, a Libertadores sempre mudou sua fórmula de disputa pra se adaptar aos tempos. Lá nos anos 60, quando o Santos a conquistou por 2 vezes, apenas 9 times participavam e a fase final era disputada em uma série melhor de 3. Hoje em dia já são 38 participantes, que resulta numa queda de nível tremenda. O Brasil por exemplo, pode por até 6 equipes na disputa, enquanto a Venezuela – pasmem! – coloca 3 representantes. Sabendo dessa queda de nível, a Conmebol, especialista em fazer besteiras, decidiu convidar as ricas equipes mexicanas, que contam com jogadores bons e que poderiam fazer frente a brasileiros e argentinos. Mas eis que surgiu a dúvida: qual a vantagem que os times de lá levariam ao disputar o torneio sul-americano se não poderiam ter a vaga no Mundial? Isso mesmo, meus amigos: a vantagem seria financeira. 

Agora, pela segunda vez em 10 anos (quando se iniciou a participação dos mexicanos), eles chegam na final e correm o risco de colocar um asterisco no Mundial da Fifa. Na primeira, em 2001, o Boca não deu chance ao Cruz Azul e conquistou a Libertadores. Muito provavelmente o Inter também vencerá, mas e se perder? Será que vale a pena ser contestado até o fim de seus dias por um eventual título que não é merecido? Claro que pro torcedor vale e pro clube principalmente, até porque o prêmio é monstruoso. Em 2009, o campeão do mundo levou US$ 5 mi, enquanto o vice embolsou a bagatela de US$ 4 mi. Mas não tenho dúvidas que seria um tapa na cara de toda essa corja se o Inter eventualmente batesse no peito e não aceitasse disputar como vice. Com certeza não o farão, até porque não são loucos.

Enquanto isso, nós, meros torcedores, somos feitos de bobo dia após dia. Continuamos pagando ingressos caros, estacionamentos tão salgados quanto, não temos conforto nem segurança, vemos nossos melhores atletas indo embora pra jogar em mercados de qualidade duvidosa e mesmo assim somos passados pra trás de certa forma. O futebol, cujo saudosismo ficou num passado distante, teoricamente teria como objetivo servir como uma válvula de escape para o povo, uma forma de lazer. Infelizmente, os interesses comerciais do mundo moderno desvirtuam cada vez mais o esporte mais popular do planeta. Azar o nosso!

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Abraço!

Deu Inter!

Fim de jogo. O representante brasileiro na final da Libertadores é o Internacional. Na soma dos 2 jogos, mais que merecido. O São Paulo cai na semi muito por causa da covardia no jogo da semana passada em Porto Alegre. Bom, no geral, foi um boa partida no Morumbi, com o tricolor fazendo o que precisava, que era atacar. Já o colorado deu uma aula de como se joga fora de casa. Provou que é possível sim fazer uma marcação forte sem ser necessariamente defensivo.

– Como eu havia dito no post anterior, o São Paulo se utilizou bastante do lado esquerdo pra atacar, mas foi muito bem marcado pelo Inter. Pelo meio estava completamente congestionado, não sendo possível nenhuma jogada mais aguda. Na direita, com o Jean fora de posição, não dava pra ter lances de linha de fundo. Agora pergunto: será que a presença do Cicinho, mesmo em má fase, teria feito alguma diferença? Pois é, eu também acho que sim! Mas o JJ não quis…

– A partida que o São Paulo fez hoje serviu pra que eu tivesse uma certeza. Não é só Ricardo Gomes o problema. Sim, ele é fraco, mas a fase ruim tem o dedo dos jogadores. Digo isso porque não acho outra explicação plausível para a equipe fazer uma partida nojenta numa semana e na outra jogar como deveria jogar sempre. É impossível o treinador ter tanta influência dentro de um time pra mudar a postura de jogo pra jogo. E para os iludidos, não foi a torcida que fez o time dar carrinho, sujar o uniforme e lutar pelo resultado.

– Ricardo Gomes entrou com o time que ameaçava entrar e queimou minha língua. Foi bem e fez exatamente o que mandava o figurino conforme o tempo foi passando. Hoje não teve culpa em nada, mas talvez a derrota de quarta passada, que foi crucial, tenha tido seu dedo. Felizmente, amanhã deve deixar o São Paulo. Em um ano no clube, não conseguiu dar padrão de jogo e nem colocar pilha nos atletas. Segundo informações, há grandes chances de Sérgio Soares assumir o comando.  

– Tinga é um jogador excelente, mas deve ter perdido algum parafuso quando era menor. Pela segunda vez deixou o time do Inter na mão unicamente por falta de inteligência. Em 2006, foi expulso ao tirar a camisa comemorando um gol em plena final e isso quase custou o título. Hoje levou o vermelho após uma falta, mas o primeiro amarelo que recebeu foi por tentar retardar um tiro de meta de Rogério Ceni. Alguém precisa avisar a este cidadão que jogar com a menos nem sempre tem final feliz.

– Pela primeira vez desde que assumiu o gol tricolor eu vi Rogério Ceni chorando. Acredito que não foi somente pela tristeza da eliminação, mas sim porque ele não deve ter outra chance de levantar o caneco tão desejado pelos são paulinos. Pelo andar da carruagem, dificilmente o tricolor conquistará a vaga pra Libertadores do ano que vem e depois disso Rogério já deve estar muito próximo de pendurar as luvas.

– Chegou a hora da renovação no São Paulo. Hernanes, Richarlyson, Miranda, Dagoberto, Jorge Wagner, Jean e alguns outros deveriam ser negociados ou dispensados. Prestaram bons serviçõs, mas a renovação é sempre necessária e enquanto não houver uma limpeza, o time continuará com uma motivação menor do que deveria. Se eu fosse o presidente, faria a limpa agora, colocaria vários garotos da base pra jogar e ia montando até dezembro o time pra 2011, pra tentar algo diferente.

– À torcida do São Paulo, deixo meus parabéns. Mesmo com o futebol que vinha sendo apresentado e com o frio de rachar da capital paulista, colocou mais de 57 mil torcedores no Morumbi e não deixou de apoiar um minuto, mostrando porque é diferenciada quando se trata de Libertadores.

Ao Inter, muita sorte no fim dessa caminhada. E que ganhe a Libertadores, pra não ter um eventual título mundial contestado por ter sido vice da América.

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Abraço!

Como jogará o São Paulo?

Na noite de hoje, no estádio do Morumbi, não resta outra alternativa ao São Paulo que não seja a vitória, de preferência por 2 gols de diferença, pois 1×0 dá penaltis e qualquer outro placar só serve ao Inter. Ricardo Gomes faz mistério para anunciar quem e como jogará o time. São diversas possiblidades que só serão desvendadas momentos antes do apito inicial.

O técnico são paulino sinalizou com os treinos dessa semana que mandará a campo um 4-4-2 com menos velocidade e mais toque de bola, com Cléber Santana no lugar do contundido Richarlyson e Ricardo Oliveira na vaga de Marlos. Dessa forma, a equipe jogaria da forma tradicional, com 2 volantes e 2 meias, com o recuo de Fernandão. Porém o que me preocupa nesse esquema é a fragilidade defensiva do São Paulo jogando com 2 zagueiros e um lateral bastante ofensivo. Seria uma formação interessante, não fosse a necessidade da vitória sem ‘poder’ sofrer gols. Até porque tenho certeza que o Inter não fará a mesma retranca que enfrentou na semana passada, visto que um gol colorado praticamente decide o confronto.

Se eu fosse o técnico, armaria de forma diferente. A começar pelo esquema, que seria o 3-5-2. Apesar do maior número de zagueiros, não tem relação com a ofensividade do time. Bom, na zaga sairia jogando Alex Silva, Miranda e Xandão na sobra. Do lado esquerdo, Junior César com toda liberdade pra avançar. Já na lateral direita, Jean seria mantido mais recuado, apesar da péssima fase. Hernanes e Rodrigo Souto comporiam a dupla de volantes, enquanto um Fernandão mais recuado seria o responsável pela armação das jogadas. Na frente, Ricardo Oliveira e Dagoberto.

 Depois da escalação, há uma explicação. Não podendo tomar gols, é fundamental que se tenha uma solidez defensiva com jogadores que são da posição, sem improvisações. Na maioria das vezes que o São Paulo jogou assim com esses 3, o adversário não mexeu no placar. Com a ajuda de Jean pela direita, Rodrigo Souto sendo o primeiro volante marcador e Hernanes dando combate, o Inter já vai encontrar certa dificuldade pra chegar na cara do gol. Problema lá atrás solucionado, é hora de pensar em fazer os gols. Acredito que a grande chance será com as subidas de Junior César, pois assim o tricolor tem a opção dos cruzamentos e das jogadas trabalhadas por aquele setor, com Hernanes fazendo às vezes de meia quando a equipe tiver com a bola, além de um Dagoberto jogando mais aberto pela esquerda. Isso porque do lado direito Jean pouco avança e também não tem jogadores no setor que o ajudem. Porém, a chance de Celso Roth estar preparado pra isso é grande e caso não esteja dando certo, eu tiraria o Jean (independente de tempo de jogo) e colocaria o Marlos pelo lado direito, pegando o lado oposto da marcação Colorada. Nesse caso Hernanes teria que segurar um pouco mais suas subidas, pois a marcação ficaria vulnerável sem lateral marcador. E, apesar de ser contra apenas esse tipo de jogada, mais do que nunca as bolas paradas vão ser fundamentais pra tentar achar um gol.

Quanto ao que se cogita de entrar com 3 atacantes, acho muito improvável e desnecessário. A princípio, 1 gol leva a disputa pros penaltis, por isso não há motivos para desespero. Antes de querer partir pra cima do adversário, o São Paulo precisa começar a jogar melhor. Caso o jogo volte pro segundo tempo e a situação continuar como começou ou o Inter marcar um gol, aí sim é de se pensar em colocar um terceiro atacante, porque seriam necessários 2 ou 3 gols. Enfim, o São Paulo só passa do Inter se mudar a postura que teve no último jogo e buscar o resultado. Ficar tocando de lado chamando o adversário será fatal, já que do outro lado não tem jogador bobo. Espero sinceramente que o tricolor avance, mas na atual situação, além de melhorar o futebol, terá que contar com a ajuda da sorte também.

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Abraço

Caiu na rede é Peixe!

Santista, pode comemorar… a Copa do Brasil é sua!

O Vitória bem que tentou, mas vencer os Meninos da Vila não é tarefa das mais fáceis hoje em dia. Após ganhar de 2×0 na Vila, o Santos perdeu por 2×1 no Barradão, placar suficiente pra equipe se sagrar campeã da Copa do Brasil 2010, garantindo por consequência uma vaga na Libertadores do próximo ano. Com uma campanha irretocável, ninguém pode negar que a equipe paulista merecia conquistar mais esse troféu. Dono do futebol mais ofensivo e bonito do país, principalmente até a parada da Copa, o peixe marcou 38 gols em 11 partidas, atingindo a incrível marca de 3,45 por partida. Na parte defensiva, bastante criticada, a média foi de 1,36 por jogo, sendo 15 gols no mesmo número do jogos.

No jogo de hoje, o Vitória pressionou, buscou o resultado e lutou até o final, mas a derrota da semana passada complicou muito a vida do time baiano. Não por ter que fazer pelo menos 2 gols na Bahia, mas por não poder tomar nenhum do arrasador time santista. Tá certo que hoje o gramado prejudicou o espetáculo, mas ambos proporcionaram ao torcedor duas belas partidas, cheias de alternativas e algumas chances de gol. Venceu o mais competente e o que possui um elenco com mais jogadores técnicos. Até porque a raça é de extrema importância para um time, mas só até a página dois. Sem técnica as chances diminuem. E o time do Santos consegue aliar as duas qualidades fundamentais de forma impressionante.

É uma pena que muito em breve teremos qua acompanhar esses talentos do peixe de longe, muito longe. Robinho voltará pro Manchester City, dono de seus direitos e André já está vendido ao Dínamo de Kiev da Ucrânia, enquanto Neymar está com um pé e meio no Chelsea. Que deixem pelo menos a esperança de que todos os times grandes do nosso país utilizem mais e melhor as categorias de base. Só lamento pelo fato do salto dos meninos estar cada vez mais alto, como pudemos ver no último fim de semana a ‘baderna’ em Prudente. Que coloquem a cabeça no lugar e tenham muito boa sorte daqui pra frente, porque o futebol brasileiro mais do que nunca precisa de vocês. Parabéns e que venham forte pra Libertadores de 2011!

*Em tempo: para aqueles que colocam o resultado acima de tudo, inclusive do futebol apresentado (atenção são paulinos!), assistam a entrevista coletiva do Dorival Junior após a partida de ontem. Ganhou ainda mais o meu respeito. 

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Abraço!

Um mito chamado Ayrton Senna…

Sim, caro leitor, este é um blog dedicado ao esporte mais popular do mundo, conhecido como futebol. Mas o sujeito ao qual vou me referir a seguir merece muito mais que uma homenagem num pequeno espaço de um blog. Assistindo a um documentário que colocarei abaixo, me senti na obrigação de prestar uma singela homenagem ao meu primeiro ídolo.

Tri-campeão Mundial de Fórmula 1, Ayrton nos deixou de forma inesperada. Morto aos 34 anos num acidente em Ímola, deixou mais de 150 milhões de brasileiros órfãos de um ídolo. Isso porque ele foi o maior deles. Jamais o Brasil teve alguém tão idolatrado quanto este arrojado rapaz. No fatídico domingo de seu falecimento, houve um São Paulo x Palmeiras no Morumbi. E o minuto de silêncio respeitado antes da partida nunca mais será repetido, pois era absoluto. Era possível ouvir o vento, mesmo com o estádio abarrotado de gente. Na mesma tarde, já não mais entre nós, Ayrton foi capaz de unir duas torcidas rivais, num único som: ‘Ole ole ole ola, Senna, Senna!’.

Eu, que acordava cedo todos os domingos para vê-lo correr, nunca mais assisti à Fórmula 1. Sem Ayrton, o esporte perdia um piloto de rara classe e ousadia. Vê-lo pilotar na chuva nos dava a impressão que era a coisa mais fácil do mundo. E lá ia ele, deixando adversário por adversário pra trás. Compará-lo a qualquer outro é heresia. Ayrton Senna foi único. Como falado no documentário, a Fórmula 1 teve pilotos que faziam algumas corridas geniais. Mas Senna era genial toda vez que entrava no cockpit. E é uma pena ele não ter deixado sua maior herança – o dom – pra nenhum outro brasileiro. Ayrton Senna da Silva… pra alguns, o melhor piloto de todos os tempos. Pra mim, uma lenda!

“O fato de ser brasileiro só me enche de orgulho!” – Ayrton Senna.

Abaixo, um documentário feito sobre ele. Vale a pena!

Pra finalizar, um vídeo que mostra um pouquinho do mestre que foi

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