Archive for maio \30\UTC 2010

Catadão da Rodada

Avaí 0x0 Vitória: o time catarinense, que havia começado com tudo o campeonato, começa a colecionar seus tropeços, dessa vez em casa. Dificilmente surpreenderá este ano como fez no Brasileirão 2009. Já o Vitória, apesar de estar na final da Copa do Brasil, também não acredito que aprontará alguma no campeonato.

Flamengo 1×1 Grêmio: o Flamengo é outra incógnita. Quando todos esperam que ganhe, entrega. Quando há a certeza da derrota, surpreende. E ontem não foi diferente. Jogou muita bola, assim como tricolor dos pampas. Conclusão: jogaço no Maraca. Qualquer um poderia sair com a vitória, assim como um empate com mais gols também não seria injusto.

Palmeiras 0x0 Prudente: jogando em Barueri, sua nova casa, já que o Palestra fica fechado para reformas até 2012, o Palmeiras foi o que todos esperavam. Não jogou nada e não seria surpresa se saísse de campo derrotado. Mais uma vez fica a dica para acordarem, pois o fantasma do rebaixamento pode querer rondar a Academia. Em relação ao Prudente, nada demais. Fez o feijão com arroz que seu elenco permite e volta pro interior com um ponto a mais na bagagem.

Guarani 0x0 São Paulo: não assisti o jogo, mas pelos comentários que venho ouvindo, o São Paulo jogou o velho futebol burocrático, sem objetivos e sem tesão. Bom para o Guarani, que vai colocando pontinhos preciosos na mala para escapar do rebaixamento no final do ano.

Atlético-MG 1×3 Fluminense: a surpresa da rodada. Aliás, do campeonato. Afinal, é muito estranho um time do Muricy fazer 3 gols numa partida. Péssimo resultado para o galo mineiro, cujo objetivo é chegar no topo, segundo Vanderlei Luxemburgo. Para o Fluminense, que já é o terceiro colocado, renasce a esperança. Mas já vou jogar um balde de água fria nos tricolores cariocas: aguardem, pois depois da Copa vocês verão a equipe com o padrão Muricy. E aí sim, vão chorar de saudades do Cuca.

Corinthians 4×2 Santos: jogo que prometia ser tenso pelas recentes declarações de ambas as partes, acabou sendo muito agradável de se ver. Ótimo resultado para o Corinthians, que vai somando pontos importantes pré-parada. Para o Santos, resultado normal. Perder um clássico fora de casa é absolutamente compreensível. Mais detalhes no post abaixo.

Internacional 4×1 Atlético-PR: o Inter se recupera do baque da última quinta-feira da melhor forma possível, que é goleando dentro de casa. A troca de comando técnico parece que fez ao time, que pelo que parece, correu mais que o normal hoje. Ruim para o São Paulo, que já esboçava um sorriso tendo um adversário na Libertadores com um técnico tão limitado quanto esse tal de Fossati. Já o Furacão, esse ano parece que virou brisa. Seríssimo candidato ao rebaixamento, que já ronda  o CT do Caju há anos. Inadmissível passar por essa situação com toda a estrutura que possui.

Botafogo 1×1 Vasco: clássico é clássico e vice-versa, como profetizou um dia o imortal Jardel. O Vasco, que vinha em uma fase não muito boa – mesmo com a vitória espetacular da última rodada, tirou um bom empate com o Botafogo no Engenhão, que vinha bem. Resultado normal, em se trantado de clássico. Porém, um pouquinho melhor pro Vasco, que dá sinais de recuperação no campeonato.

 Ceará 1×0 Cruzeiro: e o Ceará continua surpreendendo nesse campeonato. Já é o vice-líder com 11 pontos ganhos e sofreu apenas 1 gol – e de penalti – em 5 jogos. Palmas também para a torcida, que tem a segunda média de público entre os 20 clubes. E o Cruzeiro, acho que tá na hora de trocar de técnico. O Adílson é razoavelmente bom, mas está há muito tempo no clube e no Brasil isso não é bom. Já deu o que tinha que dar e parece que os jogadores já não o aguentam mais. Abre o olho, Perrela!

Atlético-GO 1×3 Goiás: podem anotar o que eu to dizendo. Se o Atlético não mudar completamente seu time e comissão, eu afirmo com todas as letras que estará entre os 4 últimos em Dezembro. Equipe muito fraca e conseguiu perder pra outra nada boa também. Pobre Leão, que em breve será demitido mais uma vez. Infelizmente sua carreira de treinador terminou em 2005, com a mal contada história do amigo japonês. É a vida…

Abraços…

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Corinthians x Santos

E o time que mais encanta e dá show no Brasil atualmente provou hoje do seu próprio veneno: Corinthians 4×2 Santos. Para aqueles que não assistiram o jogo e viram apenas os gols, a imagem que lhes vem à cabeça certamente é de que foi um massacre corinthiano. Mentira. O placar elástico não diz respeito ao que de fato foi a partida. Vamos aos fatos.

O Corinthians entrou em campo com uma clara proposta de tentar parar o forte ataque santista e achar um gol para tentar sair com a vitória, enquanto os Meninos da Vila jogariam para fazer o maior número de gols possíveis, que vem sendo a marca registrada da equipe em 2010. O gol da equipe da ‘casa’ logo no primeiro minuto pegou o adversário de surpresa, apesar de eu não concordar quando dizem que o gol foi fator determinante para a derrota do peixe. Sem dúvida, tomar um tento bem no começo muda um pouco o rumo da partida, mas isso afeta especialmente equipes que entram em campo para se defender e sair em velocidade nos contra-ataques. No Santos, que tem por característica atacar do primeiro ao último minuto, isso tende a ser menos sentido. Tanto é verdade que a partir de então, o alvinegro praiano passou a tomar conta do jogo, deixando a defesa desguarnecida para os comandados de Mano Menezes, que criaram algumas raras chances de aumentar a contagem ainda na primeira etapa. 

Apesar de estar melhor na partida, a equipe do litoral não conseguia fazer sua superioridade virar pressão, até que Marquinhos conseguiu fazer o gol, que o bandeira anulou acertadamente (*) alegando impedimento. E tome reclamação para cima do péssimo Sálvio Spínola, que comete erros seguidos de outros e ainda assim continua sendo o rei dos clássicos em SP.

Na volta para o segundo tempo o Santos achou o que queria: o ótimo André, ofuscado pelo talento de Neymar e Ganso, balançou o barbante. Porém, o eficiente Timão ampliou logo em seguida, com um gol do surpreendente Bruno César, que parece ter futuro. As reclamações da defesa santista em relação a uma possível falta em cima de Edu Dracena não conferem: gol legal! E a tarde era mesmo do time de Parque São Jorge. Pouco tempo depois, o volante Ralf, em tarde inspiradíssima, deixou o seu. Já no fim da partida, mais um gol do alvinegro da capital. Paulinho, que havia entrado no lugar de Bruno Cesar, aproveitou cruzamento de Roberto Carlos para fazer 4×1. O Santos ainda conseguiu diminuir com Marcel, mas era tarde. Fim de jogo no Pacaembu, vitória do competente e líder Corinthians. E o Santos? Que abra o olho, porque há alguns jogos não vem mostrando o futebol que encantou o país. E a impressão que eu estou tendo é que o técnico Dorival Junior perdeu o comando de seus atletas, que estão se achando muito mais do que realmente são. Portanto, cuidado! 

Gostaria de ressaltar a comemoração muito boa nos 2 últimos gols por parte dos corinthianos. A pesca que eles fizeram, em alusão ao adversário (peixe), resgata um pouco daquilo que tá em falta no futebol moderno e hipócrita de hoje em dia: a provocação! E palmas também pros Meninos da Vila, que aceitaram numa boa e não apelaram, afinal, eles também gostam de provocar um bocado quando o assunto é comemoração.

Destaques Positivos para Ralf e Mano Menezes. O primeiro, que chegou para o ano do centenário sem a badalação de outros, vem jogando muita bola e ainda por cima deixou sua marca na tarde de hoje com um gol digno de um centroavante matador. Excelente partida do volante corinthiano! O técnico também merece a honra porque está sabendo conduzir excelentemente bem o time após o fracasso na Libertadores. Não deixou a crise se instalar na Fazendinha e, esperto que é, com certeza já percebeu que sua equipe não vem jogando bem, mas tá fazendo o possível para acumular o máximo de pontos que conseguir até a parada da Copa, para então ter 1 mês inteiro para colocar as coisas nos seus devidos lugares.

Destaques Negativos da partida fica com Neymar e ele, sempre ele, Senhor Sálvio Spíndola Fagundes Filho. O motivo para a escolha de ambos é fácil: o jovem jogador santista está passando dos limites. Não vem apresentando o futebol que o tornou conhecido e anda com muita birra e firula. A cara de poucos amigos com que saiu ao ser substituido hoje é digna de quem tá em cima de um salto enorme. Tem tudo para se tornar um dos melhores do mundo, mas pra chegar lá precisa muito mais do que talento, precisa de cabeça. Já o fanfarrão Sálvio Spínola não aprende. É cartão sem critério, às vezes em lances que nem falta foi, sem contar lances violentos em que o amarelo não foi mostrado. Eu queria muito entender porque este cidadão apita 8 em cada 10 clássicos aqui em SP.

(*) Revi o lance do gol anulado do Santos e estou mudando minha opinião. O Tira teima da globo realmente mostra o impedimento e, como não tenho problema algum em voltar atrás, retiro o que disse. O Santos não tem razão alguma para reclamar do juiz.

Abraços!

A incógnita São Paulo e o triste Palmeiras

Em primeiro lugar, gostaria de deixar meus parabéns para o executor da tabela do campeonato desse ano. Afinal, uma pessoa que marca uma rodada repleta de clássicos pra uma quarta-feira pré-copa, em horários mais lastimáveis ainda, merece no mínimo minhas congratulações. Vamos ao jogo.

No Morumbi, mais uma vez um jogo feio. O São Paulo, como há tempos vem ocorrendo, oscila muito de uma partida para outra. É simplesmente impossível prever qualquer coisa quando a equipe tricolor entra em campo. Não se pode dizer que o time jogou mal, mas visivelmente estava longe, muito longe daquele que entrou em campo há 7 dias contra o Cruzeiro. Para não falarem que sei apenas criticar, vale elogiar a postura que os jogadores estão tendo desde o primeiro jogo das quartas de final lá no Mineirão. Como não se via desde 2006, todo mundo está correndo, jogando com vontade e saindo de campo com o uniforme sujo.  Enfim, o jeito é torcer para que o Monsieur Ricardo Gomes consiga emplacar mais duas vitórias até a parada para a Copa do Mundo e aproveite ao máximo esses quase 2 meses de paralisação para arrumar os problemas. Afinal, temos a Libertadores pela frente, que nunca esteve tão fácil como este ano.

Já o Palmeiras…ah, o Palmeiras! Equipe de tantas glórias no passado, hoje se encontra em uma situação muito triste, pra não dizer lastimável. Em meio a brigas de poder, mandos e desmandos da alta cúpula, pressão insustentável da torcida e 11 anos sem um título de expressão, o alviverde da Pompéia definitivamente não consegue se encontrar. Joga partidas medonhas, o que é justificável se analisarmos a qualidade do time. Hoje no clássico contra o São Paulo, conhecido como Choque-Rei, ficou muito claro para quem assistiu que o Palmeiras é extremamente limitado e, se não se cuidar, correrá sérios riscos de chegar em Dezembro desesperado atrás de alguns míseros pontos pra escapar do rebaixamento. A situação é triste e o pior é que ninguém enxerga uma luz no fim do túnel.

Destaque positivo da partida vai para ele, sempre ele, nosso goleiro-artilheiro Rogério Ceni, que defendeu espetacularmente o pênalti cobrado por Ewerthon no apagar das luzes da partida, mais especificamente aos 43 minutos da segunda etapa.

Destaque negativo fica com o pseudo-técnico Parraga, que se eu bem enxerguei, é um discípulo de péssima categoria do nosso saudoso Muricy. Perdendo o jogo, precisando pontuar para ganhar fôlego na cavalgada rumo à dias melhores, tira um atacante para colocar um meia e ainda segura 3 volantes até perto dos 40 minutos. Só falta dar patadas na entrevista coletiva de logo mais.

Abraços!

O mata-mata é fundamental!

Que me desculpem os defensores dos pontos corridos, mas o mata-mata é fundamental!

Brasileiro tem a velha mania de criticar insistentemente tudo que é nacional e endeusar aquilo que vem de fora. E, em se tratando desse esporte, isso deveria ser crime. Afinal, quem é o país do futebol? Nós ou eles? Quem é que joga – ou pelo menos jogou ao longo da história – um futebol bonito, vistoso, pra frente? Quem é que revela tantos craques para o esporte mais popular do mundo como o Brasil? Pois é, ninguém! E mesmo assim insistem em imitar os europeus, quando o contrário é que deveria ser a realidade.

O brasileiro é cego, facilmente levado pela opinião alheia. Não consegue enxergar o quão bem nos faz um jogo eliminatório, o quanto isso mexe com a gente. O maior exemplo disso é o são paulino como este que vos escreve. Desafio algum torcedor a me dizer que sofreu, chorou e comemorou como nunca qualquer uma das 3 últimas conquistas do Brasileiro. A resposta será não. E isso se deve principalmente à ausência do medo. Do temor de ser eliminado, de tomar um gol no final, de ter que correr atrás do resultado contra outra grande equipe porque é aquele jogo que vale. Ali, naquele e somente naquele instante, onde a técnica prevalece sobre o planejamento, o elenco e todas as outras baboseiras que ouvimos tanto nos dias de hoje, é que que se vive a emoção do futebol. Como diz um outro blogueiro (RicaPerrone) – e eu concordo com ele -, o campeão tem que ganhar do vice e não do 17º colocado com o time reserva e desmotivado. Tem que ganhar do melhor, do rival, do adversário que valorize a sua vitória. É disso que brasileiro gosta, mas infelizmente nao percebe.

O maior exemplo ocorreu há poucos dias. Há quanto tempo não tínhamos uma sequência de jogos eliminatórios tão fantástica como a que estamos tendo ultimamente? A emoção que Corinthians x Flamengo, São Paulo x Cruzeiro, Santos x Grêmio e agora Internacional x São Paulo vem causando nos mostra o quanto sentimos falta de confrontos que realmente valem alguma coisa. Voltando à pergunta feita ao torcedor são paulino, gostaria de alterar uma parte dela pra que respondam novamente: no jogo contra o Universitário do Peru pela Libertadores desse ano, você sofreu, vibrou? Você santista, no épico jogo contra o Grêmio pela Copa do Brasil, comemorou até não poder mais, vibrou ou simplesmente desligou a tv após o jogo e foi dormir?  Pois foi isso o que aconteceu com a grande maioria dos campeões por pontos corridos, o campeonato conta gotas, aquele que você ganha rodada a rodada e todos os jogos tem o mesmo peso. Ele tirou o tesão do torcedor em esperar a semana toda por um jogo decisivo, tirou a insônia da véspera da partida. Enfim, tirou a essência do futebol brasileiro.

Muitos podem argumentar que os pontos corridos representam justiça. Concordo e jamais vou dizer o contrário. Porém, desde que eu acompanho esse esporte, jamais futebol e justiça caminharam lado a lado. É exatamente esse o ponto que o torna apaixonante e diferente dos demais. E é uma pena que pouquíssimos conseguem enxergar….

Abraços…