Chegou a hora!

O futebol está em festa. Dentre as 32 seleções que começaram o torneio, a grande maioria delas jogava primeiramente pra não perder e só depois tentar ganhar. Mas quis o destino que a grande decisão fosse entre 2 que buscam o gol em primeiro lugar. O mundo esperou 26 dias pra conhecer os finalistas da Copa do Mundo de 2010. E num torneio em que a zebra foi o principal atrativo, nada mais coerente que a final ser entre duas equipes ‘novatas’. No próximo dia 11, às 15:30 hs, Holanda x Espanha fazem a inédita final no Mundial da África do Sul. Ambas jamais conquistaram um título desta importância, por isso quando o árbitro apitar o final da partida no domingo, uma delas entrará para o seleto grupo dos campeões.  

De um lado do campo vai estar a Holanda. Vice-campeã em 1974 e 1978, a laranja mecânica está de volta à decisão mordida. Convenhamos que deixaram o futebol vistoso de lado, mas continuam jogando ofensivamente. O brilho já não existe, dando lugar à competitividade. Apesar de nunca ter sido campeã, tem uma camisa pesada, pois dá trabalho e forma grandes atletas desde o início das Copas. Seus jogadores atuais contam com uma dose extra de experiência, pois são rodados e vitoriosos em seus clubes. Há também os que desequilibram, como Robben e Sneijder – este último sério candidato a melhor do torneio. Os coadjuvantes, não menos importantes, são grandes atletas em seus times. A começar pela segurança de Stekelenburg no gol, passando pela firmeza de Boulahrouz e Heitinga na zaga e a mescla da juventude e experiência nas laterais. A cabeça de área fica devendo um pouco com a grosseria dos volantes, mas que ficam em segundo plano com o talento do meio campo ofensivo. Na frente, Kuyt e Van Persie dão o toque final à equipe. Esta é a Holanda, que terá a dura missão de bater os espanhóis.

Para bater de frente com os holandeses, a Espanha. Seleção que possui uma fama muito maior que seu futebol, nunca havia passado da fase de quartas de final. Sua melhor participação foi no longínquo ano de 1950 no Brasil, com um 4º lugar, mas a fórmula de disputa era outra. Porém, formou agora uma geração muito boa, com jogadores talentosos. O resultado está aí. Depois de uma campanha fracassada em 2006, chegou a hora da redenção. Tem menos camisa que a Holanda, mas não menos futebol. Joga pra frente, pressionando o adversário o tempo todo, forçando seu erro. Historicamente, entra como franco atiradora. Atualmente, entra levemente como favorita. Possui um goleiro muito acima da média (Casillas), uma defesa firme e um meio campo que joga por música, com Xabi Alonso, Busquets, Xavi e Iniesta. Na frente, ninguém menos que o artilheiro da Copa, David Villa, acompanhado do jovem Pedro. Se conseguir impor seu jogo e anular a laranja mecânica da mesma forma que fez com a Alemanha, dificilmente perde o título. Mas o histórico espanhol de amarelar nos deixa com um pé atrás.

Será uma grande partida, não tenha dúvida. Os dois lados estão loucos pelo título inédito, mas apenas uma vai conseguir. Diria que há 51% de chances pra Espanha contra 49% da Holanda, mais pelo futebol apresentado do que por outro motivo. Historicamente falando, o justo seria o caneco ficar com a Holanda, que bateu na trave por 2 vezes. Mas, como futebol e justiça nem sempre andam lado a lado no futebol, não arrisco palpites. Quem viver, verá! 

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Abraço!

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