Archive for the ‘Brasileirão’ Category

Mata-mata é fundamental! (Reedição)

Este foi o primeiro texto que fiz pro blog e até hoje continua sendo um dos mais lidos. Por isso, vou reeditar para que quem ainda não leu possa ler, aproveitando essa pausa que estou sendo obrigado a dar aqui ultimamente. Divirtam-se!

Que me desculpem os defensores dos pontos corridos, mas o mata-mata é fundamental!

Brasileiro tem a velha mania de criticar insistentemente tudo que é nacional e endeusar aquilo que vem de fora. E, em se tratando desse esporte, isso deveria ser crime. Afinal, quem é o país do futebol? Nós ou eles? Quem é que joga – ou pelo menos jogou ao longo da história – um futebol bonito, vistoso, pra frente? Quem é que revela tantos craques para o esporte mais popular do mundo como o Brasil? Pois é, ninguém! E mesmo assim insistem em imitar os europeus, quando o contrário é que deveria ser a realidade.

O brasileiro é cego, facilmente levado pela opinião alheia. Não consegue enxergar o quão bem nos faz um jogo eliminatório, o quanto isso mexe com a gente. O maior exemplo disso é o são paulino como este que vos escreve. Desafio algum torcedor a me dizer que sofreu, chorou e comemorou como nunca qualquer uma das 3 últimas conquistas do Brasileiro. A resposta será não. E isso se deve principalmente à ausência do medo. Do temor de ser eliminado, de tomar um gol no final, de ter que correr atrás do resultado contra outra grande equipe porque é aquele jogo que vale. Ali, naquele e somente naquele instante, onde a técnica prevalece sobre o planejamento, o elenco e todas as outras baboseiras que ouvimos tanto nos dias de hoje, é que que se vive a emoção do futebol. Como diz um outro blogueiro – e eu concordo com ele -, o campeão tem que ganhar do vice e não do 17º colocado com o time reserva e desmotivado. Tem que ganhar do melhor, do rival, do adversário que valorize a sua vitória. É disso que brasileiro gosta, mas infelizmente nao percebe.

O maior exemplo ocorreu há poucos dias. Há quanto tempo não tínhamos uma sequência de jogos eliminatórios tão fantástica como a que estamos tendo ultimamente? A emoção que Corinthians x Flamengo, São Paulo x Cruzeiro, Santos x Grêmio e agora Internacional x São Paulo vem causando nos mostra o quanto sentimos falta de confrontos que realmente valem alguma coisa. Voltando à pergunta feita ao torcedor são paulino, gostaria de alterar uma parte dela pra que respondam novamente: no jogo contra o Universitário do Peru pela Libertadores desse ano, você sofreu, vibrou? Você santista, no épico jogo contra o Grêmio pela Copa do Brasil, comemorou até não poder mais, vibrou ou simplesmente desligou a tv após o jogo e foi dormir?  Pois foi isso o que aconteceu com a grande maioria dos campeões por pontos corridos, o campeonato conta gotas, aquele que você ganha rodada a rodada e todos os jogos tem o mesmo peso. Ele tirou o tesão do torcedor em esperar a semana toda por um jogo decisivo, tirou a insônia da véspera da partida. Enfim, tirou a essência do futebol brasileiro.

Muitos podem argumentar que os pontos corridos representam justiça. Concordo e jamais vou dizer o contrário. Porém, desde que eu acompanho esse esporte, jamais futebol e justiça caminharam lado a lado. É exatamente esse o ponto que o torna apaixonante e diferente dos demais. E é uma pena que pouquíssimos consigam enxergar….

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Abraços…

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Derby Paulista

No Pacaembu, Palmeiras e Corinthians ficaram no empate por 1×1. O jogo foi bom, visto que as duas equipes buscaram o jogo praticamente o tempo todo. Tá certo que não foi um primor técnico, até porque o nível do futebol hoje em dia está baixo, mas até onde foi possível, ambos brigaram pela vitória. Apesar do placar, não seria injustiça se houvesse um vencedor, apesar de ninguém ter criado muita coisa.

Corinthians

Em termos de pontuação, o empate não foi péssimo, mas também não foi uma maravilha. Com apenas um ponto conquistado, o timão perdeu a liderança para o Fluminense, que agora tem 26 contra 25. Apesar do resultado, a partida serviu pra mostrar que a equipe do Parque São Jorge tem tudo pra brigar pelo título em Dezembro, caso Adílson mantenha o ótimo trabalho que Mano Menezes vinha fazendo. O Corinthians mostrou ter um fortíssimo contra-ataque, que resultou em um gol e em alguns outros lances. Com a a volta de Ronaldo, essa velocidade tende a ser perdida, a não ser que o Fenômeno volte voando, o que eu não acredito. O destaque negativo do jogo ficou por conta do Bruno César, que após uma boa sequência que o colocou como artilheiro do time no campeonato, jogou um futebol abaixo da crítica. Jucilei, apesar de ter feito uma partida razoável, não mostrou porque merece estar na seleção.

Palmeiras

O Palmeiras até que tentou, mas pode lamentar o empate na partida, pois o ponto somado não ameniza muito a situação no campeonato. Pra quem almeja brigar pela vaga na Libertadores, precisa melhorar muito, deixando claro que Felipão terá um trabalho árduo pela frente. Hoje foi possível ver que o verdão tem um meio campo um pouco vulnerável. Quando o Corinthians queria pressionar, fazia com a maior tranquilidade, já que o meio campo palmeirense não dava o combate onde deveria. Talvez com a entrada do jovem Tinga, o time ganhe um pouco de qualidade no setor, além de melhorar a saída de bola. Lá na frente também poderia ser melhor. Kléber joga praticamente sozinho, visto que o Ewerthon não joga aquele futebol que apresentava nos bons tempos. Perdido, sem tempo de bola e pensando mais individualmente do que coletivamente, precisa pensar um pouco mais pra não ficar em posição de impedimento o tempo todo como hoje. Enfim, como Felipão já disse, o trabalho é a longo prazo e o torcedor tem que entender essa filosofia. Talvez a chegada de Valdívia melhore um pouco, mas não é o suficiente pra por o alvi-verde no pelotão de frente.

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Abraço

Que fase!

Se existem fases também para um treinador, não tenho dúvidas em afirmar que Vanderlei Luxemburgo passa pelo pior momento de sua carreira. Detentor de um currículo vitorioso, considerado um dos maiores técnicos da história do país e único a estar entre os TOP3 há 20 anos, Luxa vive seu inferno astral particular no Atlético Mineiro.

O Galo de Minas, que acabou de ser derrotado em casa* pelo Inter, é o primeiro time fora da zona de rebaixamento, mas com um jogo a mais que as 4 equipes que estão atrás na tabela. Traduzindo em números, são 7 derrotas em 10 jogos. O curioso disso tudo é que há muitos anos o Atlético não montava uma equipe tão forte como essa. Quem olha do goleiro ao ponta esquerda, levando em conta a situação dos times no Brasil, logo apontaria o galo como um dos candidatos ao título. Um time com Fábio Costa, Réver, Junior, Ricardinho, Diego Souza, Daniel Carvalho, Tardelli, Obina e o jovem Neto Berola não pode jamais brigar na ponta de baixo da classificação.

Desde que eu acompanho futebol – e consequentemente Luxemburgo -, nunca tinha visto ele passar por uma situação parecida, tendo muita dificuldade pra conseguir fazer uma equipe forte jogar. Alguns vão dizer que ele não fez nada no Palmeiras em 2008/2009, mas esquecem que foi ele quem deu o título paulista depois de quase 10 anos sem conquistas da equipe palestrina. Todos que passaram por lá fracassaram. Pra piorar, Luxa havia prometido um título de proporção nacional a uma das mais fanáticas torcidas, e acredito que o Mineiro desse ano não será suficiente. Nas entrevistas após os jogos, Vanderlei tem dito que o time vem jogando bem. Posso estar enganado, mas não tenho a mesma visão que ele. Pra começar a ser competitivo, o Atlético Mineiro precisará melhorar muito a sua parte tática e técnica. Até porque, jogador é o que não falta pra ele.

Pensando por cima, podem existir diversos fatores pra tal má fase, como desinteresse na continuidade de sua carreira – como já demonstrou algumas vezes nos últimos anos-, problemas pessoais e muitos outros. O fato é que se Luxemburgo não acordar logo, amargará sua terceira demissão consecutiva, fato inédito em seu vitorioso ciclo no futebol.  Para alguém com um currículo tão glorioso, essa seria uma mancha irreparável em sua carreira, principalmente quando a mesma parece dar sinais de que o fim está próximo.

*O Atlético jogou na Arena do Jacaré devido ao fechamento do Mineirão para obras.

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Abraço!

Antecipação da janela: certo ou errado?

A notícia da antecipação da janela da CBF caiu como uma bomba no noticiário dessa segunda-feira por todo país. Após negar veementemente há uma semana, a confederação voltou atrás e, através da FIFA, liberou desde ontem a inscrição dos jogadores vindos do exterior, quando a data oficial seria em 03 de Agosto.

A minha opinião a respeito do tema é um pouco conflitante. Sempre achei que a janela ser aberta em Agosto era um exagero, visto que a temporada na Europa termina no fim de Maio e a partir de então as equipes nacionais já começam a contratar. Isso resulta em cerca de 2 meses de pagamentos de salários e tudo mais aos jogadores sem que eles pudessem jogar. E deixar pra assinar com o atleta perto da abertura seria um risco, porque os bons jogadores provavelmente já teriam clube. Porém, a forma como foi feita a liberação não foi das melhores.  Assim, em cima da hora, mudando o regulamento dos campeonatos, lembra os velhos tempos da famosa virada de mesa. O futebol do país, que estava com a credibilidade em alta após sucessivos rebaixamentos de times grandes, volta a dar um passo atrás.

Pensando agora nos clubes, vejo um chororô excessivo, principalmente pelos lados do São Paulo, que se julga prejudicado. Já acostumado com a postura arrogante da diretoria tricolor, não vejo motivos para tanto escândalo. A janela foi aberta para TODAS as equipes e se o São Paulo achou melhor não contratar, o problema é exclusivamente dele. A desculpa de que um jogador seria trazido, mas somente para o dia 03 é balela, afinal, ninguém planeja contratar jogadores de última hora. Quando se faz, são casos pontuais que surgem no mercado, como por exemplo Amoroso em 2005. Portanto, o choro é livre, mas lamentável. Sorte do Inter, que foi competente a ponto de trazer 3 grandes jogadores para a sequência da Libertadores.

Agora não adianta mais discussão. A janela já foi aberta, a maioria dos jogadores já estão inscritos e muitos estrearão hoje. Resta à CBF ser mais justa e anunciar ao final desta temporada que, a partir do próximo ano, a liberação será feita mais cedo. Dessa forma, não deixará margens para reclamações de que time X foi favorecido e o Y prejudicado. E, sem sombra de dúvidas, o passo atrás dado ontem será recuperado.

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Abraço!

O Muricy voltou…

Amantes do anti-futebol, comemorem! Após 2 meses da contratação de Muricy Ramalho pelo Fluminense, finalmente a equipe carioca ganhou a cara de seu treinador. Jogando uma bolinha típica dos times que treina, o ex técnico palmeirense conseguiu um ótimo resultado na Vila Belmiro, ao vencer o Santos por 1×0. Antes que comecem a me criticar, gostaria de deixar claro que Muricy é muito competitivo, mas me irrita profundamente com seu modo de enxergar futebol.

Alguns técnicos gostam de levar jogadores de confiança pros times que vão treinar. Muricy gosta de levar seu estilo de jogo e jamais abre mão dele, independente das peças que possui em mãos. Capaz de armar retrancas intransponíveis, consegue ganhar a maioria das partidas pelo placar mínimo, cumprindo o objetivo de sair com os 3 pontos. A estratégia é a mesma utilizada por clubes pequenos quando vão enfrentar grandes times. Em primeiro lugar, evitar o gol adversário. Após isso, se possível, achar um gol em um dos raros ataques pra matar o jogo. O ‘problema’ é que fazer isso quando se tem jogadores de alto nível, seu time fica praticamente imbatível, mesmo sem jogar bola. Porém, todo esquema tem seu lado negativo. Em jogos eliminatórios, cuja ocasião obriga as equipes a atacar, os jogadores sentem uma dificuldade muito grande na hora de agredir o adversário. E foi exatamente isso que aconteceu no São Paulo durante 3 anos. Nos pontos corridos, imbatível. Na Libertadores e Paulistão, não conseguia ser competitivo nas fases decisivas.

Particularmente, o estilo de Muricy não me agrada. Obviamente, muitos torcedores preferem vencer em primeiro lugar e é aí que ele se torna ídolo, como foi no tricolor paulista. Muricy dá resultado sim, mas tira o tesão do torcedor. No começo é tudo maravilhoso, pois é raro perder. Só que o tempo vai passando e o cara que fica roendo a unha percebe que a emoção, principal combustível desse esporte, deixa de existir quando o time que você torce joga assim. O motivo? Com uma defesa que não deixa passar nada e um ataque inoperante, que chega 2 ou 3 vezes por jogo, a bola fica a maior parte do tempo entre o meio campo e sua grande área. A bola na trave, salva em cima da linha, aquela pressão nos minutos finais, tudo isso não existe por causa do pragmatismo desse esquema.

Alguns de vocês já devem ter reparado que nos times de Muricy, os volantes sempre tem papéis muito importantes. Analise que geralmente laterais não jogam com ele. Nos respectivos lugares, o que vemos são volantes, pois estes possuem uma capacidade de marcação muito maior que meros laterais. Reparem também que estes jamais chegam à linha de fundo. Os cruzamentos saem todos da intermediária, já que é muito mais rápido recompor a defesa tendo que correr 20/25 metros a menos. Houve jogos no São Paulo em que o time estava armado com 5 volantes em campo, mesmo jogando num esquema de 3 zagueiros. Agora conte comigo: 3 na zaga, mais 5 volantes, sendo 3 no meio e 2 nas laterais e o goleiro. São 9 jogadores pra evitar o gol e apenas 2 entre o meio campo e o ataque pra tentar matar o jogo. Isso é o ápice do anti-jogo.

Durante muito tempo no Morumbi, Muricy foi chamado de discípulo de Telê Santana. Com estilos de jogo completamente diferentes, eu custo a entender o motivo desta comparação. No máximo, o mau humor característico de ambos. Na beira do campo, completamente o oposto. Uma frase de Telê após uma vitória magra com péssimo futebol (contra o Cruzeiro se não me engano) resume bem essa diferença: “Eu prefiro perder jogando bonito a ganhar desse jeito.” Já Muricy, com a conquista de títulos, passou a ser blindado e poucas críticas são feitas ao seu trabalho. Perguntem pra qualquer torcedor dos times por onde ele passou. Dificilmente é adorado após sair. Agora, é a vez do torcedor do tricolor carioca passar por isso. Eu espero queimar minha língua, pois o Flu está montando uma equipe capaz de jogar muita bola e ir além de apenas se defender. Enfim, só o tempo vai dizer se Muricy vai realmente merecer estar no hall da fama dos grandes técnicos brasileiros, mesmo porque só pegou times com grandes jogadores até o momento. Enquanto isso, o mestre Telê, como era carinhosamente chamado, deve estar se revirando no túmulo.

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Abraço!

Felipão é a solução?

Luiz Felipe Scolari acertou recentemente sua volta ao Palmeiras, clube de onde saiu há quase uma década. Na sua primeira passagem, o treinador virou ídolo dos palmeirenses ao conquistar a primeira e única Libertadores do clube, além de outros títulos, como a Copa do Brasil. O grande problema é que o time que Felipão vai encontrar a partir de hoje, quando inicia seu trabalho, está longe, muito longe daquele Palmeiras vencedor do final da década passada.

Aquela equipe ainda tinha a Parmalat como parceira, fazendo com que os investimentos fossem altos pros padrões brasileiros. Hoje, quem está ao lado dos palestrinos é a Traffic, que pouco tem feito para tornar o alviverde uma potência parecida com aquela. Tanto é que acabou de vender Cleiton Xavier pra uma agremiação ucraniana de pequeno porte. Se analisarmos os jogadores posição por posição, não há outra conclusão a não ser que Felipão terá uma tarefa árdua pela frente. Vejam vocês a diferença nas escalações:

1999: Marcos, Arce, Roque Jr., Jr Baiano e Junior; César Sampaio, Rogério, Zinho e Alex; Oséias e Paulo Nunes

2010: Marcos, Vitor, Danilo, Maurício Ramos e Gabriel Silva; Edinho, Márcio Araújo, Marcos Assunção e Lincoln; Kleber e Ewerthon

E então, caro leitor palmeirense, você arriscaria colocar um desses 11 atuais naquela seleção de 99? Naquele time, do goleiro ao centroavante, todos era muito bons, acima da média, talvez com exceção do Rogério e do Jr. Baiano, que tinha disputado a Copa no ano anterior. Hoje, nenhum desses teriam condições de chegar à seleção. Quem sabe o Kléber se tivesse um pouco mais de inteligência. Mesmo assim eu não trocaria ele pelo Evair há 11 anos. No gol, Marcos já era o goleiro em 1999, mas ainda jovem, com o reflexo bem mais apurado. Nas laterais, Arce, paraguaio dos bons, fazia a direita, enquanto Junior atingia seu auge do lado oposto. Em 2010, Vitor e Gabriel Silva estão longe de serem unanimidades. No miolo da zaga, Jr. Baiano e Roque Jr., ambos com grandes passagens pela seleção, formavam uma dupla segura, diferente de Maurício Ramos e Danilo. Rogério e César Sampaio eram certamente melhores que os três volantes atuais – Edinho, Márcio Araújo e Marcos Assunção, assim como seria uma heresia comparar Alex com Lincoln. Kléber, Ewerthon? Ah, que saudades de Oséias e Paulo Nunes, que chamavam o jogo e decidiam mesmo! Eu pelo menos ficaria com aquele time, sem tirar nem por.

Antes que vocês me xinguem, quero deixar claro que não to dizendo que a briga do Palmeiras será contra o rebaixamento. Só estou mostrando meu ponto de vista quanto às possibilidades de chegar um pouco mais longe. Agora há pouco, no Pacaembu, o alviverde venceu o Santos por 2×1 e jogou um futebol agradável. Mas daí a sonhar com o título já acho um pouco demais POR ENQUANTO. Felipão é um treinador de primeira linha e sabe como ninguém formar um grupo. Porém, acredito que o ‘pé-de-obra’ que ele tem em mãos é fraco. Pra poder brigar, acredito que a contratação de um zagueiro e um matador seria fundamental, assim como um meio campista cerebral. Em resumo, Felipão pode sim ser a solução pro Palmeiras, contanto que chegue reforços e tenha a tranquilidade que os últimos técnicos não tiveram pra trabalhar. Quem sabe o Valdívia não desembarca pelos lados do Palestra em breve e seja a cereja do bolo que está faltando… Boa sorte, Palmeirenses!

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Abraço!

Assim não, Tricolor!

Tricolores, já podem começar a se preocupar. Faltando 2 semanas pro confronto mais importante do ano contra o Inter pela Libertadores, o São Paulo deu vexame e perdeu pro Avaí por 2×1 no Morumbi. Na minha opinião, um time que passou cerca de 40 dias apenas treinando, sem perder jogadores (apenas Cicinho se foi) e com a mesma comissão técnica, não pode apresentar o que vimos na noite de quarta feira.

Quem assistiu o jogo pode ver uma equipe apática, sem jogadas treinadas e com uma superioridade que durou apenas durante os 15 minutos iniciais. O São Paulo foi um time sem padrão, que enfrentou muitas dificuldades para penetrar a defesa adversária, mas que também contou com um pouquinho do dedo da besteira que Ricardo Gomes fez. Explico: o ponto forte da equipe nesse ano até então era a defesa. Forte, sólida e com dois jogadores de rara classe, como Miranda (jogando pela esquerda) e Alex Silva (pelo lado direito), a zaga passava muita confiança, principalmente depois que voltou a ter 3 homens no setor.  Ótimo, não fosse a teimosia em TER que colocar o Richarlyson pra jogar. Para o camisa 20 ter sua vaga em campo, o técnico tricolor inverteu Miranda de lado e colocou Alex na sobra, deixando Richarlyson do lado esquerdo da zaga. Em resumo, o time apareceu com 2 zagueiros em posições diferentes das que eles mais se destacam para IMPROVISAR outro atleta no setor. Claramente o esquema não encaixou, tanto que tomou 2 gols. Eu juro que gostaria de entender o motivo de não se fazer o básico. Alex na direita, Miranda na esquerda e o ótimo Xandão na sobra, visto que jogou muito bem todas as vezes que foi aproveitado. Se eu pudesse dar um conselho pro Xandão, diria para que vá embora buscar seu espaço, pois tem bola pra jogar em qualquer time do Brasil. Afinal, ficar no banco e ter que ver Richarlyson jogar não deve ser tarefa das mais fáceis.

Que essa derrota sirva de alerta, porque o Inter voltou babando, como vimos no Brinco de Ouro, onde ganhou por 3×1 do Guarani. Ainda dá tempo de se recuperar, basta fazer o feijão com arroz e recuperar a vontade que fez a diferença na Libertadores contra o Cruzeiro. As duas equipes se equiparam, com leve vantagem pro tricolor paulista. Mas isso tudo fica fora das 4 linhas quando o jogo é decisivo. Abre o olho tricolor, pra que sua torcida possa voltar a sonhar em conquistar a América.

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Abraço!