Archive for the ‘Uncategorized’ Category

Um mito chamado Ayrton Senna…

Sim, caro leitor, este é um blog dedicado ao esporte mais popular do mundo, conhecido como futebol. Mas o sujeito ao qual vou me referir a seguir merece muito mais que uma homenagem num pequeno espaço de um blog. Assistindo a um documentário que colocarei abaixo, me senti na obrigação de prestar uma singela homenagem ao meu primeiro ídolo.

Tri-campeão Mundial de Fórmula 1, Ayrton nos deixou de forma inesperada. Morto aos 34 anos num acidente em Ímola, deixou mais de 150 milhões de brasileiros órfãos de um ídolo. Isso porque ele foi o maior deles. Jamais o Brasil teve alguém tão idolatrado quanto este arrojado rapaz. No fatídico domingo de seu falecimento, houve um São Paulo x Palmeiras no Morumbi. E o minuto de silêncio respeitado antes da partida nunca mais será repetido, pois era absoluto. Era possível ouvir o vento, mesmo com o estádio abarrotado de gente. Na mesma tarde, já não mais entre nós, Ayrton foi capaz de unir duas torcidas rivais, num único som: ‘Ole ole ole ola, Senna, Senna!’.

Eu, que acordava cedo todos os domingos para vê-lo correr, nunca mais assisti à Fórmula 1. Sem Ayrton, o esporte perdia um piloto de rara classe e ousadia. Vê-lo pilotar na chuva nos dava a impressão que era a coisa mais fácil do mundo. E lá ia ele, deixando adversário por adversário pra trás. Compará-lo a qualquer outro é heresia. Ayrton Senna foi único. Como falado no documentário, a Fórmula 1 teve pilotos que faziam algumas corridas geniais. Mas Senna era genial toda vez que entrava no cockpit. E é uma pena ele não ter deixado sua maior herança – o dom – pra nenhum outro brasileiro. Ayrton Senna da Silva… pra alguns, o melhor piloto de todos os tempos. Pra mim, uma lenda!

“O fato de ser brasileiro só me enche de orgulho!” – Ayrton Senna.

Abaixo, um documentário feito sobre ele. Vale a pena!

Pra finalizar, um vídeo que mostra um pouquinho do mestre que foi

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Abraço!

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Parabéns, Flu!

O Fluminense é o único tricolor do Mundo. O resto são só times de 3 cores. ” – Nelson Rodrigues

Aqui vai minha singela homenagem ao grande Fluminense, time de muitas glórias ao longo de sua história, que completa hoje seu 108º ano de vida. Parabéns, Fluzão! Nada apagará sua grandeza…

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Abraço!

Sinal dos tempos!

A primeira rodada da Copa do Mundo chegou ao fim. No meio da festa, das surpresas e do contagiante povo sul-africano, a decepção: o futebol. Temos até o momento a pior média de gols da história das Copas, com 1,56 gols de média por partida. Baixíssima, se compararmos com 2,21 gols por jogo da 2ª pior média, obtida na Itália em 1990. Traduzindo em números, tivemos até agora 25 gols em 16 partidas. Dentre todos os jogos, estamos assistindo a shows consecutivos de estratégias defensivas. Pra mim, isso tem duas causas principais – a covardia dos técnicos e a escassez de jogadores de nível.

Há 16 anos, o Brasil ganhava a Copa do Mundo dos EUA jogando um futebol burocrático, defensivo, dependente dos lampejos do craque Romário, bem diferente do que o mundo estava acostumado a ver quando se tratava da seleção penta campeã. Deu certo e, desde então, o futebol de resultado vem pouco a pouco sendo enraizado na cabeça de nós brasileiros. As justificativas sempre giram em torno do absurdo, como a heresia em diminuir a mágica equipe de 1982 que caiu no chamado ‘Desastre do Sarriá’ para enaltecer os comandados de Parreira em 1994, que saíram campeões. Hoje, os mesmos torcedores que aplaudiram de pé o time campeão há 16 anos, assiste boquiaberto com o fenômeno negativo que está ocorrendo na África do Sul.

A cada jogo que passa na Copa do Mundo desse ano, fico com a impressão que estão acabando com o futebol. Como pode, dentre 32 seleções, ver apenas uma jogar bem? É raro ver uma jogada trabalhada, um lance com um toque de ousadia, um lançamento longo jogado no peito do companheiro, um chute bem dado… enfim, uma jogada de mestre. Os times estão cada vez mais abdicando do jogo, ficando praticamente os 90 minutos se defendendo, torcendo para que num lance de sorte, o gol apareça. Resultado? Das dezesseis partidas jogadas, seis delas terminaram em 1×0 e APENAS três tiveram mais de 3 gols.

Como bem diz Vanderlei Luxemburgo, ‘o medo de perder tira a vontade de vencer’. E os técnicos covardes da atualidade estão se especializando cada vez mais em armar retrancas. O que tivemos hoje no jogo entre Espanha x Suiça, com um ferrolho suiço, é digno de pararmos pra pensar seriamente no futuro do futebol. Esporte esse que é apaixonante justamente pelo inesperado, pela ausência de certezas, pela emoção e pela plástica de algumas jogadas que podem decidir tudo até o último segundo. Com equipes que jogam com 11 jogadores dentro da área, muito disso se perde. E a consequência é o que estamos vendo na terra do apartheid, onde aguardávamos algo diferente do que tem sido comum nos quatro cantos do planeta, principalmente porque os maiores jogadores da atualidade estão quase todos lá.   

Essa busca desesperada pelo resultado também afeta a formação de novos talentos. Jogadores que hoje são considerados semi-deuses, como Cristiano Ronaldo, Kaká e Messi, há 10 anos seriam apenas ótimos jogadores, coadjuvantes de Ronaldo, Zidane, Romário e muitos outros. Craque que é craque não some quando enverga a camisa da seleção. Pelo contrário. A desculpa que não tem tempo pra treinos é balela. Ou você acha que algum dia foi diferente o período de treinos das seleções?

Abaixo dos verdadeiros gênios, tínhamos os excelentes jogadores, como Pavel Nedved, Rivaldo, Bergkamp, Baggio, Laudrup, Stoichkov, Papin etc etc etc.. eram muitos! Hoje os coadjuvantes já praticamente não existem. Atualmente eles são os medíocres, afinal a escada diminuiu um degrau, que é onde ficavam os gênios. Nos times do mundo todo, facilmente vemos o camisa 10 cerebral, carregador de pianos, ser deixado de lado em troca de um volante marcador, que joga em diversas posições, polivalente como gostam de dizer. Desafio qualquer leitor a me dizer um time que tenha um camisa 10 que pense o jogo, que jogue de cabeça erguida e não erre uma sequência de passes curtos durante toda a partida. Pois é, não existe. Eles estão ficando cada vez mais raros, fruto dos esquemas cada vez mais defensivos e eficientes, mas que tiram o brilho do esporte. Não existe mais equipe que jogue com dois meias armadores, por pior que sejam eles. O número de jogadores do meio pra frente está diminuindo e a tendência é continuarmos a deixar possíveis craques apenas na esperança de vir a ser um grande jogador. A solução é torcermos doentemente para que o futebol ofensivo volte a vencer. Porque senão, ao que tudo indica, estamos vivendo o início do fim.

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Abraços!

Brasil x Coréia do Norte

O Brasil estreou na Copa do Mundo com uma vitória de 2×1 sobre a aplicada Coréia do Norte. Não, não foi um primor de partida, mas valeu pelo resultado, que deve tirar um pouco do peso das costas dos jogadores. A equipe de Dunga, da mesma forma como vem atuando há 4 anos, não teve cara de Brasil, apresentando um futebol burócrático e apático.

O jogo começou morno, com a nossa seleção tomando a iniciativa, mas se arriscando bem menos do que deveria. Afinal, o adversário, apesar de muito aplicado taticamente e ter uma velocidade incrível, era visivelmente fraco e limitado. A seleção norte coreana praticamente abdicou de jogar futebol durante os 90 minutos,  o que é ‘entendível’ para um time sem tradição que sairia de campo extremamente satisfeito com o placar em 0x0 contra a maior potência do futebol.  Inexplicável é o Brasil entrar em campo com 3 volantes, sendo que 2 deles não sabem sair pro jogo. Gilberto Silva ainda executa bem sua função na marcação, mas Felipe Mello dificilmente teria lugar cativo até mesmo na Coréia do Norte.  Somente Dunga poderia dar uma explicação plausível, além do famoso ‘comprometimento’.

O primeiro tempo foi passando, a seleção canarinho dominando o jogo, mas não pressionava e muito menos criava chances claras de gol. E os 3 volantes ali, tirando a criatividade que caracteriza nosso futebol. Segundo tempo de jogo e nada do nosso treinador mudar algo. Sorte dele que Maicon achou um gol logo no começo, aliviando um pouco a pressão sobre os jogadores. Ledo engano de quem achou que tudo seria diferente após o primeiro tento. O Brasil continuou com o futebol burocrático que está sendo cada vez mais enraizado em nosso país, tocando bola de pé em pé em passes de 3 ou 4 metros. Ousadia, atrevimento, ofensividade? Nada! Sem exagero, essa é a pior safra que temos em 19 Mundiais, sem contar um técnico covarde e medroso. Até podemos levar o caneco, principalmente pela falta de adversários que também chamem a atenção, mas o encanto que sempre levamos aos quatro cantos do mundo vai passar longe. Para os torcedores do futebol de resultado, ótimo. Para os fanáticos pelo futebol bem jogado, triste, muito triste.

Um pouco mais tarde, Robinho – um dos únicos que ainda honram nosso estilo de jogo – deu um passe magistral pra Elano deixar sua marca: 2×0. Satisfeito, o time pouco agrediu. Tocando bola, levou um castigo no final, quando a Coréia do Norte diminuiu e até tentou empatar, mas foi em vão. Fim de jogo e os velhos discursos manjados, de que é apenas a estréia, que teremos melhoras etc etc etc.

Eu, sinceramente, não acredito muito. E é bom Dunga e seus comandados abrirem o olho, porque o jogo do próximo domingo, contra a boa Costa do Marfim será mais complicado. É um time que marca bem, tem atletas muito fortes, que também sabem jogar e um cara que pode fazer a diferença: Didier Drogba.

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Abraços!

Prognósticos da Copa

A Copa do Mundo 2010 na África do Sul está oficialmente aberta. Após a bela abertura na tarde de quinta-feira, dois jogos deram ontem o pontapé inicial no torneio mais esperado dos últimos 4 anos: África do Sul 1×1 México e França 0x0 Uruguai. Nesse post darei meus palpites e tentarei fazer algumas previsões a respeito de cada seleção.

Grupo A

Equipes: África do Sul, México, Uruguai e França.

Sem dúvida, um dos grupos mais equilibrados da Copa. Não arriscaria apostar meu dinheiro em nenhum deles, nem mesmo na França – teoricamente favorita. Porém, como são apenas palpites, arrisco dizer que os classificados serão Uruguai e França, deixando ó anfitrião como o primeiro país na história das Copas a não passar da primeira fase. Contudo, deixo claro que não vejo maiores perspectivas pra nenhuma das duas seleções caso realmente passem de fase.  

Grupo B

Equipes: Argentina, Nigéria, Coréia do Sul e Grécia.

Creio que não teremos maiores surpresas neste grupo. Mesmo não jogando um bom futebol, a Argentina não deve ter dificuldades pra se classificar, já que não tem adversários a altura. Para a outra vaga, aposto na Nigéria, que conta com alguns jogadores bons e tem o futebol ‘menos pior’ entre os restantes do grupo. Pode haver uma surpresa, chamada Coréia do Sul, mas a Grécia não tem condições de se classificar. No andamento da competição, vejo a Argentina com boas chances de lutar por algo a mais do que está acostumada nas últimas Copas. Pra mim, uma das favoritas. Já a Nigéria vai apenas figurar entre os 16 finalistas, porque não tem camisa e muito menos futebol para tanto.

Grupo C

Equipes: Inglaterra, EUA, Argélia e Eslovenia.

Grupo sem surpresas, até porque o nível de Argélia e Eslovenia não permite. Inglaterra classificada com folga, assim como os EUA, que possuim uma equipe em plena evolução no futebol. Quanto às figurantes, restará a alegria por estarem disputando o Mundial. Na sequência do torneio, acredito que ambas as classificadas têm futuro. A Inglaterra, pela camisa e pelo elenco recheado de jogadores bons, tem condições de brigar pelo título que não vem há 44 anos. Já os americanos, difilmente brigam lá na frente, mas tem grandes chances de se tornarem a surpresa da Copa. Não me surpreenderia vê-los numa semifinal.

Grupo D

Equipes: Alemanha, Austrália, Sérvia e Gana.

Outro grupo equilibrado. A Alemanha não deve ter dificuldades pra passar, mas a disputa entre Austrália, Sérvia e Gana deve ser interessante, pois possuem times medianos, nivelados, sem muitos diferenciais entre si. Se fosse pra apostar, jogaria minhas fichas em Gana, apenas por um fato: seu último adversário será a Alemanha, que já deverá estar classificada ou precisando de apenas 1 ponto. Este fato pode fazer com que a equipe Bávara entre com alguns reservas e se poupando, podendo ‘doar’ pontinhos preciosos para a equipe africana, que fariam muita diferença. No desenrolar da Copa, não acredito em sucesso de nenhuma das equipes. Os alemães até podem chegar pela tradição que tem, mas o título me surpreenderia um pouco. Já Gana, se passar pra segunda fase deve agradecer muito ao Deuses locais.

Grupo E

Equipes: Holanda, Dinamarca, Japão e Camarões.

Mais uma vez nos deparamos com um grupo equilibrado. A Holanda, sem dúvida alguma, vai se classificar com folgas, visto que vem jogando muito bem. A seleção nipônica será um saco de pancadas do grupo no meu entender. A segunda vaga será disputada palmo a palmo por Camarões e Dinamarca, que não possuem nada de especial. Apostaria em Camarões, unica e exclusivamente porque os leões africanos possuem um cara capaz de fazer a diferença: Samuel Eto’o. Infelizmente não vejo futuro pra eles a partir da segunda fase, diferentemente do que penso sobre a Holanda. Equipe veloz, extremamente ofensiva e com um futebol vistoso. Uma eventual final e um título surpreenderia a muitos pela falta de camisa, mas a mim não. Vem forte e vai brigar!

Grupo F

Equipes: Itália, Paraguai, Nova Zelândia e Eslováquia.

Grupo fraco. Itália e Paraguai não devem ter maiores dificuldades pra se classificarem. O que eu arrisco dizer é que a equipe sulamericana irá se classificar na frente dos italianos, que não vem muito bem. A decisão ocorre já na primeira rodada, quando ambos se enfrentam e devem decidir quem fica na frente. Para a segunda fase, o Paraguai não deve ir longe, assim como a Itália. O que conta a favor dos europeus é a camisa, que pode falar mais alto e ajudar na caminhada rumo ao penta – que eu sinceramente não aposto.

Grupo G

Equipes: Brasil, Coréia do Norte, Costa do Marfim e Portugal.

Três equipes com chances de passar e uma com grandes chances de ser a pior da Copa. Pra mim, não há dúvidas que o Brasil vai se classificar em primeiro, afinal, é superior aos adversários. A outra vaga provavelmente será decidida na esstréia também, visto que Costa do Marfim e Portugal se enfrentam. Os lusitanos também levam vantagem por jogarem com o Brasil na rodada derradeira, o que pode levar a tirar 1 ou 3 pontos da seleção canarinho, que talvez já esteja classificada e se poupando pra fase seguinte. Mesmo assim, afirmo que a Costa do Marfim será a companheira do Brasil. Para o mata-mata, nao acho que os marfinenses deem muito trabalho, embora tenha um time acima da média, como todos os seus titulares jogando em times europeus. Já o Brasil, favorito ao título, apesar de Felipe Mello!

Grupo H

Equipes: Espanha, Suiça, Honduras e Chile.

Eis o grupo da maior favorita: a Espanha! Junto a ela, creio que o Chile se classificará, mas a Suiça corre por fora devido à sua excelente defesa, que já fez bonito na última Copa, sendo o primeiro time da história a sair de uma Copa sem levar gols. Já Honduras, também vai concorrer a pior time do torneio. Meu palpite então fica com Espanha e Chile. Para a fase decisiva, eu diria que a Espanha tem tudo pra chegar, assim como tinha também nos campeonatos de 2006 e 2002 e falhou. Resta esperar pra ver até onde essa seleção pode chegar. Pra mim o título não seria surpresa pelo futebol jogado, mas o fato de nunca ter ganho nada além da Eurocopa pode pesar. O Chile se passar das oitavas de final já poderá ser considerado zebra. Nada a mais que isso.

PALPITES

Campeão: Brasil, pois se classificar em primeiro, tem uma chave teoricamente mais fácil, podendo pegar três boas seleções: Ingalterra, Holanda e França. Nenhuma tão assustadora.

Vice: Espanha, pelo que vem jogando. Porém, terá uma chave complicadíssima se não tivermos zebra: Itália, Alemanha, Argentina. Gostaria muito de enfrentar nossos hermanos na final, mas não coloco muita fé neles.

Artilheiro: Essa é difícil. Muitos jogadores tem capacidade para tal feito, mas cravo em Fernando Torres, que deve fazer a festa na primeira fase.

Surpresa / Zebra: Estados Unidos. Essa não tem muita explicação, a não ser a evolução que a equipe vem tendo. Pelo futebol apresentado principalmente na Copa das Confederações ano passado, aposto neles!

Curiosidade: Desde a Copa disputada na Espanha em 1982, Brasil, Itália ou Alemanha foram finalistas. Será que em 2010 teremos a quebra do tabu ou ele será mantido?

E pra você, caro leitor, quais são seus palpites?

Abraço!

A bruxa tá solta..e os técnicos, malucos!

A África do Sul está em festa e o mundo anseia pelo início da Copa do Mundo. Época de craques desfilarem pelos gramados, de apresentações antológicas e shows por onde passam as esquadras. Tempos em que as nações esquecem suas tristezas, grandes seleções se enfrentam, jogam partidas memoráveis e vemos os maiores do mundo ao mesmo tempo. Certo? Errado, pois esqueceram de avisar a bruxa que 2010 é ano de Mundial! 

Estamos a dois dias de começar um dos maiores espetáculos do esporte e a senhora da vassoura não para de aprontar. Jogadores e mais jogadores com potencial pra tornarem um jogo mais bonito e emocionante estão fora – ou praticamente fora – da Copa devido às contusões que assombram as seleções. Infelizmente, quem perde com a ausência de tantas estrelas somos nós, meros torcedores, que aguardamos 4 anos para assistir a um torneio enfraquecido, mas não menos magnífico. 

Imaginem o brilho que a Copa perderá sem David Beckham e suas fenomenais bolas alçadas na área inglesa, assim como a força defensiva que o time perderá com a exclusão de Rio Ferdinand. O que falar da Alemanha sem Michael Ballack, que veste a camisa 13, mas tem o cerébro de um autêntico camisa 10? Como poderá brilhar o carrossel holandês com a ausência de Arjen Robben? A poderosa Itália, que ressentirá de seu capitão moral Andrea Pirlo, terá a mesma força de 2006? E a não menos competitiva seleção portuguesa, sentirá falta de Nani e suas arrancadas pelas pontas ou apenas Cristiano Ronaldo será suficiente? E a pobre seleção de Gana, como reagirá sem Michael Essien? E o franco-atirador Paraguai, será páreo duro sem o gordinho Cabañas? Coitada da Costa do Marfim, que chega à África do Sul com um belo time formado por ‘europeus’, mas desfalcada de Didier Drogba, sua estrela maior. Triste, pra não dizer lamentável.

Mais triste que isso, só os técnicos que contribuiram para o esvaziamento da competição. Podemos começar pela seleção anfitriã, cujo treinador Carlos Alberto Parreira deixou de fora o goleador Benni McCarthy, pois estava fora de forma. O que dizer do maluco Raymond Domenech, que costuma apelar até mesmo para feiticeiros para motivar seus atletas, e deixou de fora ninguém menos que Karin Benzema, além de Vieira e do excelente Nasri? Sem contar o tal argentino Diego Maradona, que surpreendeu ao não convocar o elegante Cambiasso, o brigador Fernando Gago e o experiente Javier Zanneti. Já o alemão Joachin Low deixou de fora o combatente zagueiro do Real Madrid, Metzelder. Ora como entender o motivo que levou o senhor Bert van Marwijk, técnico da Holanda, a deixar Clarence Seedorf de fora? Ora, ora Marcello Lippi… por que não Francesco Totti e Antonio Cassano? Hey Dunga, explica porque o comprometimento do Kléberson tem mais valor que as genialidades de Ronaldinho Gaúcho e a sutileza do Ganso? E o arrogante Carlos Queiroz deixar o jovem e ótimo João Moutinho fora da seleção de Portugal teria alguma razão plausível?

Agora, o que resta aos apaixonados pelo verdadeiro futebol, é torcer para que tenhamos dias inesquecíveis entre 11 de junho e 11 de julho. Porque no que depender dos técnicos do futebol moderno, aqueles mesmo que estão colocando o comprometimento na frente da técnica e a defesa sendo preterida ante o ataque, estaremos todos de luto em muito pouco tempo. Toc toc toc na madeira, porque se a arte morrer, o futebol é enterrado junto.

Abraços!

Dunga – herói ou vilão?

Dunga tem um grande problema pela frente. Responsável pelo cargo que é ‘dividido’ com mais 190 milhões de brasileiros, o técnico da seleção canarinho está jogando todas as suas fichas na estratégia de bater de frente com a imprensa. Ele sabe do risco que corre, mas resolveu apostar.

A história do nosso técnico vem de longe. O ano era 1990 e o local, a Itália. Bastou um gol isolado de Caniggia e o Brasil estava eliminado da Copa do Mundo pela Argentina logo nas oitavas de final. A equipe não jogou nada desde a primeira fase, mas a imprensa brasileira elegeu Dunga como o símbolo dessa geração fracassada. Nem mesmo a conquista do Mundial quatro anos mais tarde serviu pra apagar esse estigma. E ele carrega esse rancor consigo até hoje.

Quis o destino – também conhecido como Ricardo Teixeira – que a seleção brasileira cruzasse seu caminho mais uma vez. São quatro anos de um trabalho bem feito, com títulos conquistados e jogadores empenhados em vestir a amarelinha. Mas o ódio da imprensa continua em Dunga. E ele tem usado os ataques aos jornalistas justamente a favor dele, mesmo que isso cause um desgaste ainda maior em sua imagem no país.

Quando falo que esse atrito é utilizado positivamente, quero dizer a respeito da motivação gerada nos atletas.  O objetivo principal do capitão do tetra é jogar a mídia contra o time, de tal forma que isso se transforme em garra, vontade de vencer. Algo como incitar os jogadores através da desconfiança depositida pelos profissionais de comunicação. Tão inteligente quanto arriscado. Isso porque a reputação de Dunga depende exclusivamente da campanha no torneio que se inicia na próxima sexta-feira.

Como dito anteriormente, Dunga tem um grande problema pela frente. Ele sabe disso e já fez suas escolhas. Conquistando a Copa, volta ao Brasil aclamado, quase um herói, como um dos poucos que conseguiram a façanha de ganhar uma Copa do Mundo como jogador e técnico. Agora se perder… Ah, Dunga!  Após a não convocação de Neymar, Ganso e Ronaldinho Gaúcho – clamores populares – somado com sua postura nas entrevistas, dificilmente ele ganhará algum outro rótulo que não seja o de vilão. Será massacrado até dizer chega. Algo bem parecido com o que aconteceu com Felipão em 2002. Agora é esperar e torcer pelo mesmo desfecho.

Abraço…